O serviço de guincho para ônibus (também conhecido como socorro mutirão ou guincho pesado) é uma operação complexa e altamente especializada. Diferente de guinchar um carro de passeio, remover um veículo que pode pesar entre 10 e 25 toneladas exige equipamentos de grande porte, técnicos treinados e uma logística impecável para garantir a segurança do trânsito e a integridade do patrimônio.
Aqui está um panorama de como funciona esse serviço, os principais desafios e as tecnologias envolvidas:
O atendimento a um ônibus panejado ou acidentado segue um protocolo rígido:
Sinalização e Segurança: A prioridade absoluta é garantir a segurança dos passageiros e dos outros motoristas. O local é sinalizado com cones, pisca-alerta e, se necessário, apoio de órgãos de trânsito.
Avaliação Técnica: O operador do guincho avalia se o ônibus está travado (freio a ar acionado por falta de pressão), se há danos no balanço dianteiro/traseiro ou se o veículo está carregado.
Preparação para o Reboque: * Desbloqueio dos freios: Como os ônibus usam freios a ar, se o motor não funcionar, as rodas travam. O técnico precisa "mecanicamente" liberar os freios (geralmente isolando as cuícas de freio).
Remoção do cardan: Para evitar a quebra da transmissão/câmbio durante o arrasto, muitas vezes é necessário desconectar o eixo cardan.
Içamento e Engate: O ônibus é preso pelas rodas dianteiras (sistema Underlift) ou por cambão (barra de ferro rígida) se puder rodar sobre o próprio eixo.
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